quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Algumas dicas para turistas em Curitiba

Dicas pra vc que chegou agora em Curitiba:

- A gente quer ser seu amigo, mas vá com calma. Não espere abraço de corpo inteiro logo de cara.

- Nós damos só 1 beijinho. Nem 2, nem 3. Já deu, né?

- A gente faz fila pra entrar no ônibus. Menos no terminal, que é uma terra sem lei.

- Aqui a gente come pinhão de junho a agosto. Não importa se gosta ou não, tem que comer.

- Salsicha não existe. Entenda isso.

- Sempre (eu disse sem-pre) leve um casaquinho e uma sombrinha na mochila. Vai por mim.

- Teve uma vez que nevou aqui, na década de 70. Todo mundo tem uma história do dia da neve, é um saco.

- Nós pronunciamos a vogal E. Sim, nossa dicção beira a perfeição (emocionado aqui).

- Não jogamos nem papel de bala no chão.

- A cidade tem 800 parques. Mesmo assim, entupimos todos os shoppings no domingo a tarde. 

- Temos muitas capivaras. Nem pense em comê-las: são sagradas.

- Domingo de manhã vamos na feira do Largo da Ordem. É um inferno, mas a gente adora.

- Nunca corte uma araucária. Aqui é um crime sem perdão. Melhor mudar de casa, fica a dica.

- Temos algumas figuras mitológicas: oil-man, Inri Cristo e a mulher da borboleta 13. Aja naturalmente e não fique olhando, seu jacu.

- Não, a gente nunca andou na linha Turismo.

- Pra ir mais rápido, use a faixa da direita. Não faz nenhum sentido, mas é assim que é.

- A gente é travado pra sambar. Mesmo assim, todo ano tem uma fiasqueira de escola de samba na Marechal Deodoro.

- Aqui tem muita farmácia, duas por quarteirão. Vendem de pó-de-arroz a pneu. 

- Rua XV é o mesmo que Rua das Flores. Ela corta o centro, é minha e mandei ladrilhar.

- Se começar a chover surgirão de algum lugar misterioso vendedores de guarda chuva, que provavelmente moram nos bueiros não tem outra explicação, custa 10 reais cada, tamanho família. 

- Na rua XV, perto do bondinho, tem um palhaço que segue as pessoas, por isso ninguém anda no meio do calçadão naquela área.

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